07/11 - SINA - Concessão de Aeroportos
SINA, SAC, Anac, Infraero e Secretaria Geral da Presidência da República visitam aeroportos

Na última quinta-feira, 03/11, reuniram-se no Palácio do Planalto, em Brasília, dirigentes e representantes do SINA, Infraero, Secretaria Geral e de Aviação Civil, ambas da Presidência da República. E mais uma vez a direção do nosso Sindicato iniciou o encontro reafirmando a nossa posição totalmente contrária ao projeto do Governo Federal de privatizar os nossos aeroportos.
Mas a responsabilidade da diretoria do SINA exige ação para salvar postos de trabalho dentro dos aeroportos em processo de concessão, buscar estabilidade de emprego para os aeroportuários/as, explorar a possibilidade de aproveitamento de pessoal em outras estatais federais, garantir um processo de aposentadoria que contemple aqueles companheiros/as que estão próximos de completar o tempo exigido, negociar transferências de trabalhadores/as para outras dependências da empresa e descartar o ridículo PDVI/Programa de Demissão Voluntária Incentivada proposto pela Secretaria de Aviação Civil e Infraero.
No caso do PDVI, se o Governo Federal apresentar uma proposta que realmente possa ser encaminhada às Assembleias, a diretoria do SINA, mesmo sendo contrária a essa modalidade de demissão, submeterá a debate direto com a categoria, pois parte dos aeroportuários/as já sinalizaram interesse de utilizar esse expediente no encerramento das atividades como trabalhador/a da Infraero.
Houve avanço, também, na questão do Instituto Infraero de Seguridade Social/Infraprev por que só o SINA vinha discutindo esse ponto com o Governo. E a preocupação é grande principalmente se levarmos em consideração alguns exemplos de entidades similares que estão incapacitadas de operacionalizar os complementos das aposentadorias, pensões e indenizações por que sofreram alterações bruscas na modelagem da parte de seus patrocinadores.
Como exemplo pode-se citar a situação de aeroviários, aeronautas e portuários. Essas categorias amargaram e amargam ver suas economias e investimentos em uma aposentadoria mais justa descer pelo ralo!
Na próxima reunião, marcada para o Palácio do Planalto, na quinta-feira, 10/11, o presidente do SINA, Francisco Lemos, convidou Carlos Frederico Aires Duque, diretor-superintendente da Infraprev, para integrar a parte que discute o interesse dos trabalhadores aeroportuários/as nesse aspecto e que o Instituto estava muito distante dessa discussão essencial para o nosso futuro.
A Infraprev já sinalizou positivamente e estará presente a partir de agora. Assim, caberá à categoria cobrar informações do nosso fundo de pensão já que ele administra e se responsabiliza diretamente por um volume expressivo do nosso investimento em nós mesmos.
Na questão da manutenção de nossos postos de trabalho dentro dessa realidade (administração privada), o nosso maior desafio é chamar a atenção das autoridades brasileiras nos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - de que a nossa luta não tem um conceito simplesmente corporativista como está sendo divulgado por alguns de forma irresponsável, com interesses obscuros.
E, sim, como aeroportuários/as que somos temos a responsabilidade de informar, principalmente a sociedade, de que a gestão compartilhada pelo administrador privado com a navegação aérea será insuficiente para garantir a segurança de passageiros e usuários. Assim como a soberania nacional que estará ameaçada com a evasão de divisas estratégicas do nosso País.
Para isso, na última reunião desafiamos os autores desse projeto a participarem de uma inspeção nos aeroportos de Guarulhos e Campinas, nos dias 07 e 08/11, respectivamente, onde nossos companheiros realizarão uma apresentação in loco das atividades de Operações, Segurança Aeroportuária, Carga Aérea, Manutenção Especializada e Navegação Aérea como parte de uma engrenagem que traz para a Infraero e, conseguentemente, para o Brasil o domínio e excelência dessa tecnologia admirada no mundo.
Temos insistido que o grande desafio da infraestrutura aeroportuária brasileira está em duas vertentes: na questão dos investimentos e na exploração comercial de nossos aeródromos. Mas na atividade principal da concepção do que vem a ser a atividade aeroportuária não devemos ser modestos neste momento por que estaremos colaborando com a injustiça que nos estão impondo alguns manipuladores de opinião.
E neste momento temos que gritar bem alto que estamos classificados nesse aspecto juntos aos melhores do mundo. E se isso não for levado em consideração, lamentavelmente, o futuro desse modelo de transporte no Brasil estará condenado literalmente, a partir de agora, a um constante alerta amarelo!
PS: Essas inspeções resultarão um relatório assinado por todas as instituições participantes e fará parte da Mesa de Diálogo já na próxima reunião de quinta-feira, 10/11.
Aguardem mais informações.