07/01 - Infraero - Galeão (RJ)
Gerentes unem-se contra escala de 12h e trabalham pela não renovação do acordo
Na Gerência de Operações do aeroporto do Galeão (RJ) o assédio moral com os aeroportuários/as está a todo vapor e fala-se abertamente na volta da escala de 8 horas. Inclusive, para os encarregados e supervisores é certo que será a partir do mês de março!
Faltam funcionários no pátio, falta fiscalização na empresa Veloz, coordenadores com parentes nas terceirizadas tirando toda moral dos aeroportuários/as quando vão fazer valer as normas, não pagamento das horas extras, falta de acomodação...
Mas os gerentes - que querem mexer na escala - fazem vista grossa para esses erros!
Parece que todo o erro que aconteceu e acontece no Galeão é por culpa dos aeroportuários/as orgânicos que laboram em escala de serviço, e não das péssimas gestões que passaram por aqui e desse monte de empresas terceirizadas, escolhidas pelo menor preço e sem qualificação.
Existem péssimas prestadoras de serviço, como a Excel que fazia a manutenção das esteiras e das portas automáticas e saiu deixando o aeroporto em estado de calamidade que todos viram pela mídia. Essa mesma empresa voltou para a Infraero e os seus empregados não possuem crachá definitivo e nem seus eletricistas têm curso de NR-10, exigido pela legislação. Na Vilarta, que faz a manutenção de elevadores, os trabalhadores também não possuem crachá definitivo.
E as obras do aeroporto do Galeão continuam sem fiscalização! No dia 6/01/2010 caíram 4 placas do teto do TPS-2 e apareceu a contratada com um banquinho de madeira para consertar o teto: para cada placa colocada caíam duas!
Os novos banheiros, de preço exorbitante, já estão em condições precárias, com mau cheiro, sujos, entupidos, com falta de papel, vazamento nos bebedouros, água escorrendo pelo chão, ar condicionado em manutenção há meses ...
A única forma de se combater esses desmandos é nos unirmos, através da sindicalização em massa, para estarmos preparados e no momento de negociação do acordo de escala estarmos fortes para uma paralisação, se for necessário.
Chega de pouco caso com os bens públicos e com os trabalhadores/as!