27/02 - Infraero
Saúde e segurança dos aeroportuários/as, um assunto muito sério!
Não é de hoje que o nosso Sindicato discute intensamente com a Infraero o tema “Saúde e a Segurança dos Aeroportuários/as”. No momento, essa área e seus desempenhos estão em uma curva descendente, o que fez disparar a luz amarela de alerta dentro da Infraero.
Esse alerta foi provocado, também, pela ação do governo Lula, onde os trabalhadores se destacam na pauta. Com as alterações, questões de saúde e segurança passam a atingir diretamente o bolso de empresariado; e, agora, acidentes de trabalho e doenças ocupacionais devem ser respondidos pelos patrões.
Finalmente, o trabalhador/a passa a ser visto como vítima, de acordo com as alterações no Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário/NTEP que, por sua vez, incide no Fator Acidentário Previdenciário/FAP.
Bem, trocando em miúdos a Infraero está pagando, a partir deste ano, R$ 750 mil/mês para a Previdência Social e com a tendência de chegar, nos próximos anos, a números equivalentes a 6% de sua folha de pagamentos!
Diante dessa realidade, a solução foi criar, ontem 26/02, durante reunião com a diretoria da empresa, em Brasília, uma parceria SINA - Infraero, onde já ficou acertado que as perícias técnicas poderão ocorrer, mas seus resultados ficarão congeladas por 6 meses.
Nesse prazo, a ‘Comissão Sina - Infraero de Saúde e Segurança no Trabalho’ - com a possível participação da `Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho/Fundacentro`, à convite do nosso Sindicato - vai inspecionar 12 aeroportos, checando não só instalações e condições de trabalho mas, também, o afastamento de trabalhadores/as em decorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
A conclusão desse relatório, com características de diagnóstico, culminará com uma série de sugestões a serem apresentadas para a direção da Infraero. Sem dúvida, esse trabalho que o SINA acaba de abraçar dará novo rumo a essa questão polêmica que é a saúde e segurança dos nossos companheiros/as!
Pra falar a verdade, estava cômoda demais a equação onde o empresariado por ‘imperícia’ provocava acidentes e causava doenças ocupacionais e o governo, por meio da Previdência Social, pagava a conta! Ou seja, nós, trabalhadores/as, éramos vítimas e responsáveis - através do pagamento de impostos - por pagar o prejuízo.