27/07 - Data Base 2009/10
Infraero insiste em dividir categoria e não avança nas propostas!
Nos dias 23 e 24/07 foi realizada nova rodada de negociações da nossa Data Base, entre o SINA e a empresa. A Infraero em total desprezo aos trabalhadores/as e se apegando a resoluções que seriam do Dest, fez jogo duro, caçou pêlo em ovo e não avançou em absolutamente nada nas reivindicações dos aeroportuários/as. Além disso, insistiu em dividir a nossa categoria em três grupos de trabalhadores, à exemplo do que fez, em 1996, quando os aeroportuários/as que entraram naquele ano na empresa tiveram reduzidos em valores seus anuênios e, também, o parcelamento do adiantamento de férias. Desta vez a proposta volta a atacar o anuênio, querendo transformá-lo em quinquênio; ou seja, só a cada 5 anos o aeroportuário progrediria nesse benefício. Em relação ao seguro de vida, hoje exclusivamente bancado pela empresa, passaria a ter a participação do aeroportuário/a, em 50% de seu custo. Em relação ao adicional de quebra de caixa, a empresa propõe redução de aeroportuários beneficiados seguindo a risca a uma determinação recente de sua Diretoria Financeira, que só reconhece o manuseio de valores em espécie. O SINA lamenta essa visão medíocre e completamente inconsistente para atender o manuseio de valores que, nos dias de hoje, são praticamente virtuais. Exemplos são os cartões, doc’s e outros tipos de transferências de valores. Caso o trabalhador/a não tenha a atenção devida acabará pagando por seu erro. Nas cláusulas que o SINA propôs criar adicionais para o trabalhadores/as da Navegação Aérea a empresa não apresentou absolutamente nada! Apenas informou que está estudando o assunto para contemplar esses trabalhadores/as através de norma interna. Ou seja, fica na mão dela para dar e tirar o benefício quando quiser. Isso é, também, dividir a categoria, desprestigiando os trabalhadores da Navegação Aérea. Tudo isso ocorreu no primeiro dia da rodada (23/07), cansando todos os negociadores. O presidente do SINA, Francisco Lemos, então, solicitou no final do dia reunião com o presidente da empresa, brigadeiro Cleonilson Nicácio. Essa reunião contou, também, com a presença do diretor Jurídico do SINA, Ademir de Oliveira, e do diretor de Administração da Infraero, Nélson Borges. O presidente da Infraero, que deverá passar o cargo nos primeiros dias de agosto, informou aos sindicalistas que gostaria de assinar nosso Acordo Coletivo antes de ir embora. Na ocasião, determinou ao DA para esforçar-se em busca de avanços. Entretanto, nada disso ocorreu no dia seguinte (24/07) quando do retorno à mesa de negociações! O SINA foi informado que a Diretoria de Administração manteria as posições já apresentadas anteriormente. Sem perspectiva de resolver essas pendências, o SINA pediu o encerramento da rodada. Até por que em relação ao reajuste salarial a proposta apresentada - 4,42% - não cobre nem a inflação do período. O SINA considera que a Diretoria de Administração esgotou seus argumentos para avançar ou, ao contrário do que falou, o presidente da empresa já está empurrando a pendência para uma provável nova diretoria a partir da saída do brigadeiro. Atitudes assim podemos considerar que só quem toma são frustrados ou descompromissados. E para resolver o SINA sente-se na obrigação de elevar as negociações para uma esfera superior e dentre elas consideramos a possibilidade de negociar com o presidente da empresa. Mas já aproveitamos para chamar a categoria para um período de alerta, onde convocaremos Assembleias em todo o País para deliberarmos ações em defesa da nossa dignidade e direitos. Aguardem mais informações!